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Medindo a cultura para gerenciá-la

8 Maio, 2018

A cultura de uma empresa pode ajudá-la a gerar resultados? A Cultura pode ser mensurada?

A cultura corporativa pode ser considerada com um dos mais importantes ativos de uma empresa e que quando potencializada, gera resultados sustentáveis. Pesquisas mostram que as empresas que atuam conscientemente com base em seus princípios e valores são mais resilientes, bem-sucedidas e criam uma cultura de alta performance.

Em “A Cultura Corporativa e o Desempenho Empresarial”, John P. Kotter e James L. Heskett mostraram que empresas com culturas fortes e adaptativas baseadas em valores compartilhados cresceram 4 vezes mais rápido do que aquelas que não se importavam, com base em estudo comparativo ao longo de 11 anos. Descobriram também que tais companhias tinham taxas de criação de empregos 7 vezes mais altas, preços de ações que aumentavam 12 vezes mais rapidamente e uma proporção entre desempenho e lucro 750 vezes maior do que empresas que não tinham valores compartilhados e culturas adaptativas.

Mas para que a empresa possa gerenciar a cultura corporativa e saber o quanto ela está alinhada com a estratégia e os seus valores estejam efetiva e conscientemente presentes, é mandatório que a cultura seja medida…para que enfim possamos gerenciá-la!

Richard Barrett, consultor britânico e um dos maiores expoentes mundiais nos assuntos cultura e liderança, desenvolveu um modelo evolucionário que procura captar a cultura de uma empresa a partir da mensuração de seus valores, tornando tangível algo que normalmente é bem subjetivo. O assessment cultural já é utilizado em mais de 7.000 empresas no mundo e tem por base o Modelo dos Sete Níveis de Consciência.

O assessment cultural é uma maneira prática e rápida identificar o que funciona e o que não funciona na empresa do ponto de vista de sua cultura. Abaixo, seguem algumas das informações obtidas a partir deste assessment:

  • Alinhamento de valores (dos funcionários e das culturas atual e desejada);
  • Nível de energia dispendido em atividade improdutiva (entropia cultural);
  • Principais gaps entre a cultura atual e a cultura desejada;
  • Aderência dos funcionários à cultura declarada (oficial);
  • Equilíbrio da cultura nas dimensões de uma versão adaptada do Balance Scorecard

Os resultados do assessment fornecem valiosos inputs para apoiar o desenho de um plano de ação de cultura que suporte a sua estratégia de negócios. Este plano indicará ações de fortalecimento e/ou mudança da real cultura instalada – e que por vezes, não é a cultura desejada pelos líderes e acionistas da empresa! Novos assessments revelarão se as ações implantadas estão surtindo o efeito desejado ou não.

Ao longo do tempo, símbolos, rituais e políticas devem ser revistos com base nos valores definidos pelos seus líderes. Aliás, a liderança pelo exemplo é a base de tudo; diariamente, os líderes precisam apresentar comportamentos congruentes com os valores da cultura. Aí sim, o importante quadro com os Valores da empresa, que normalmente enfeita muitas recepções e salas de diretores, “sairá da parede” e passará a ter vida e fazer sentido para as pessoas.

Caio Brisolla é responsável pela divisão de cultura da Career Center, responsável pelas soluções de Cultura Organizacional. Possui vasta experiência na condução de projetos de gestão e transformação cultural em empresas de vários portes e segmentos. Durante 20 anos, ocupou posições executivas em áreas administrativo-financeiras e de RH de importantes empresas nacionais e multinacionais. É Global Partner do Barrett Values Centre, certificador da metodologia criada por Richard Barrett e co-tradutor de dois livros de sua autoria.